Em um levantamento de 2024, o Sebrae indicou uma crescente no empreendedorismo negro no Brasil. Ao longo da última década, o percentual de evolução de empreendedores negros foi de 22 pontos. Em 2014, cerca de 14 milhões de empreendedores eram negros; hoje, esse número chega a 16 milhões. Quando o estudo é analisado sob outra perspectiva, podemos perceber que 60% dos empreendedores negros estão no limbo da informalidade, enquanto apenas 40% dos brancos se encontram com o mesmo problema.
Ampliar a presença negra em diferentes espaços da sociedade é de suma importância para o combate ao racismo tão intrinsicamente ligado ao nosso convívio social, e quando um negro se faz presente no empreendedorismo, ele não é apenas um número, ele demonstra representatividade, inspiração e possibilidade de ascensão social. Nesse contexto, diversos nomes estão crescendo dentro do empreendedorismo e merecem nossa atenção.

Monique Evelle
Natural da Bahia, a empreendedora possui uma voz forte no meio da comunidade negra. Ativista, Monique vem sendo reconhecida pela sua atuação em diversidade, inovação e impacto social. Ganhou destaque nacional ao participar do programa “Shark Tank Brasil”, onde atuou como investidora. Além disso, sua trajetória inclui passagens por grandes empresas de mídia e tecnologia, sempre com foco em comunicação estratégica e transformação social.
Em 2011, Monique Evelle fundou o Desabafo Social, um laboratório de tecnologias sociais voltado à criação de soluções inovadoras com foco em impacto, diversidade e transformação cultural. Ao longo de seus mais de 15 anos de atuação, o projeto se consolidou como uma ponte entre grandes empresas e debates sociais contemporâneos, ajudando marcas a desenvolverem estratégias mais conscientes, inclusivas e conectadas com a realidade da sociedade.
Nesse período, o Desabafo Social já criou e implementou iniciativas para empresas como Natura, Google, UOL, Nubank e Ambev, atuando principalmente em projetos ligados à comunicação estratégica, inovação social e desenvolvimento de comunidades.

Camila Farani
Atualmente, Camila Farani é uma das principais investidoras do Brasil, com abrangente atuação no ecossistema de startups e inovação. Atualmente, possui participação em mais de 50 startups em seu portfólio e está envolvida em negócios que movimentam cerca de R$ 6,3 bilhões por ano, gerando mais de 15 mil empregos.
Sócia da Play9, Camila também ganhou grande visibilidade pois, assim como Monique, também integrou a equipe do programa “Shark Tank Brasil”, se destacando pelo seu perfil estratégico e foco em negócios. Além disso, atua como apresentadora na CNBC, reforçando sua presença como comunicadora no universo de negócios e economia.
Sua trajetória é marcada pela combinação entre experiência prática no varejo, visão de mercado e incentivo ao empreendedorismo, sendo hoje uma referência quando o assunto é investimento, inovação e crescimento de empresas no Brasil.

Júlio Beltrão
No mundo publicitário, Júlio é conhecido como Head Artístico da Mynd, a maior agência de marketing de influência e entretenimento do Brasil. Na empresa, é responsável pela gestão estratégica e desenvolvimento de carreira de grandes personalidades negras, como Babu Santana, Tia Má e Yuri Marçal, atuando na construção de narrativas, posicionamento e expansão de oportunidades no mercado.
Com forte atuação nos bastidores da indústria criativa, Julio se destaca por conectar cultura, influência e negócios, criando projetos que ampliam a presença e o protagonismo de talentos negros em diferentes plataformas. Sua abordagem combina visão artística com estratégia de mercado, potencializando carreiras não apenas no digital, mas também em TV, publicidade e entretenimento.
Ao longo da carreira, consolidou-se como um dos nomes relevantes na gestão de talentos e na construção de influência com propósito, contribuindo para transformar o cenário da comunicação no Brasil ao promover diversidade, representatividade e impacto cultural por meio do entretenimento.




